quarta-feira, 31 de março de 2010

Pinto da Costa 62 x 38 Filipe Vieira

Se fosse um jogo de basquetebol o resultado final seria este. Os árbitros, como na modalidade, foram dois - Judite de Sousa e Miguel Sousa Tavares.
Os dados da Marktest indicam que a entrevista a Pinto da Costa teve 1 milhão 207 mil espectadores, e a de Filipe Vieira teve 743 mil espectadores. O resultado foi de tal modo desnivelado, que não se pode culpar os árbitros. Acrescenta-se que a entrevista ao PC foi o programa de informação mais visto do dia.

terça-feira, 30 de março de 2010

Uma discussão também jurídica


Da entrevista da tranquila, calma e inteligente Ana Lourenço na SICN ao Dr. Ricardo Costa, presidente da CD da Liga, destaco duas frases. A primeira encima o post, dando-lhe o título, a segunda transcrevo : Nós sabemos que existe uma estratégia de extermínio da CD da Liga.

Brutal. Nem mais. Mas o senhor doutor sabe que quando um cidadão faz uma declaração destas, tem que dizer quem são os estrategas. E não disse. Por isso não acredito em si.


O cérebro é uma coisa maravilhosa. Todos deviam ter um. ( anónimo)

As melhores cenas

Aquilo foi uma armadilha montada ao FCPorto. Hulk e Sapunaru, mereciam ser castigados, mas esta discrepância, não. (Dr. Eduardo Barroso)
O castigo ao Vandinho só foi possível por razões que não posso dizer, senão vou para tribunal e não tenho tempo para isso. Isto é um escândalo! (Dr. Eduardo Barroso)
Agora só um minuto. É evidente que o CJ da FPT. É evidente porque está escrito. (Dr. Fernando Seara, de Lyon)
O que devia estar aí era a declaração do presidente do Benfica no início do campeonato de que não precisava de uma equipa forte, o que precisava era de se reforçar na Liga. (Dr. Pôncio Monteiro)
Devia haver uma aperfeiçoação desta matéria, um aperfeiçoamento. Oh! Dr. Eduardo, perante a sanção excessiva o CJ constroí uma construção jurídica. (Dr. Fernando Seara, em Lyon)
Isto fica manchado. É uma vergonha. O Benfica não tem nada a ver com isto. Espero eu, espero eu. ( Dr. Eduardo Barroso)
Pronto. Tudo o que o Toni disser, é uma escritura. (Dr. Pôncio Monteiro)
O Braga também levou com a tábua. Levou. Levou. (Dr. Pôncio Monteiro)
Quer analisar o trajecto? (Toni)
Este ano em que o Benfica dá um assomo com jogadores de qualidade...(Toni)
O Benfica este ano acertou ...e é pá...(abre os braços). (Toni)
O próprio Rui Costa que é um homem muito simpático com um passado...(Dr. Eduardo Barroso)
Andava nos túneis... (Dr. Pôncio Monteiro)
Bem, isso é que eu não sei o que estava lá a fazer, para se queimar. (Dr. Eduardo Barroso)
Andar a deitar gasolina... (Dr. Pôncio Monteiro)
Eu se tivesse lá na direcção do Porto, para o ano não perdoava, na 1ª reunião que fazemos para traçar as linhas...eu ia para a Liga. (Dr. Pôncio Monteiro)
Eu explico-lhe porquê. Este actual presidente do Benfica ia sempre, não era uma vez, ia ao hotel de Lisboa, e jantava lá com os jogadores e tudo. Este presidente do Benfica, só quando foi presidente do Benfica, tudo se estragou. Ele tem de explicar porquê? O que mudou? (Dr. Pôncio Monteiro)
O Hulk é um grande jogador. Tem jogos que joga bem, tem jogos que joga menos bem. ( Dr. Fernando Seara)
E tem jogos que não joga nada, quando o não deixam jogar. (Dr. Pôncio Monteiro)
O Dr. Pôncio não pode pôr aquelas asinhas de anjo. (Toni)
Se o Benfica não ganhar este campeonato, está tramado. (Dr. Eduardo Barroso)
Com este sistema que o Benfica tem agora, qualquer um é bom. (Dr. Pôncio Monteiro)
Eu lembro-me de coisas do Sporting que ninguém se lembra. ( Dr. Eduardo Barroso)
Pois não. (Dr. Pôncio Monteiro)
A memória dos adeptos é curta. (Toni)
O homem foi para a Rússia. Então, devíamos ter prendido o gajo no aeroporto? (Dr. Eduardo Barroso)
Esse é que é o problema. A partir de agora, até ao fim, vai haver arbitragens impecáveis. (Dr. Pôncio Monteiro)
Eu já perdi uma Taça por causa deste menino. Por isso, eu digo que ele é jogador de futsal (Di Maria). (Dr. Eduardo Barroso)
Isto do Di Maria é uma farsa. Ele quis expulsar um colega de profissão. (Dr. Eduardo Barroso)
Não constitui regra. Bem, às vezes constitui. (Toni)
Ao analisarmos, este ano o Hulk não está ao nível do ano passado. (Toni)
Como é que pode estar, se não jogou? (Dr. Pôncio Monteiro)
Não, não, não. (Toni)
Nota : Mais uma vez fiz o favor de colocar as virgulas. Não se esqueçam de passar pela tesouraria.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Levar um pneu no ténis


Passei o fim de semana a ver jogar ténis. Torneio do CETO sub-16, nível A. Este ano, muitos subiram de escalão e não estavam lá, outros vieram de baixo para começarem nova vida. Vejo sempre a qualificação, porque posso conhecer os novos e em todos observar se houve evolução no seu jogo. Diminuiu um pouco a qualidade, mas aumentou e muito o equilíbrio e a quantidade. Nesta idade é sempre demasiado prematuro fazer prognósticos e arriscar o que quer que seja sobre o futuro. As diferenças são muitas de jogador para jogador. No início de temporada é sempre importante ver as diferenças. Apanhei um escaldão dos diabos, mas enchi o papo de ténis. Um ou dois dias de repouso, e não vão faltar torneios para visionar e passar uns dias memoráveis, em que um tipo esquece os problemas, e faz terapia psicológica.

Nestes torneios, acontecem os pneus, que na nossa gíria significa levar ou dar 6/0. Não é um drama. Só para quem não vê os jogos e portanto baseia as suas impressões (as opiniões valem pouco) no resultado. Pode-se dar 6/0 e não jogar nada bem, como se pode levar, jogando bem. Não raras vezes um tipo que levou pneu, pode recuperar e bem no set seguinte e em muitos casos até ganhar o jogo. Principalmente, o que conta é ver a reacção de ambos. Se o que dá, muitas vezes relaxa e não se empenha a fundo no set seguinte, ou, se o que levou, deixou rolar o set perdido aproveitando para observar o carrasco e depois no set ou sets seguintes operar a reviravolta ou perder com dignidade. Penso, que não há nenhum jogador no mundo, que não tenha levado ou dado um pneu. Não é motivo de desânimo. É motivo de reflexão. Contudo, não se pode levar 6/0 e depois vir dizer que jogou muito bem. Atenção a isto.

Jogadores anti-desportivos

Sempre houve. A coisa ressurgiu, porque apesar de há muito todos se queixarem do comportamento de Di Maria, o talentoso avançado argentino, os árbitros continuam a marcar faltas inexistentes, mas que beneficiam o clube do dito com sequências consecutivas. Se falha, repete. Ou então, substitui-se o actor. O Saviola também serve. No jogo, contra o Braga, foi um vendaval de faltas simuladas, com as correspondentes assobiadelas do público neutral, em delírio. Foi mesmo demais. Um artista. Mas depois, a televisão encarrega-se de desmascarar o impostor. Os árbitros não sancionam e se os adversários protestam levam amarelo de entrada. Assim, o rapaz lá pode cair à vontade e fazer aquelas cenas teatrais, que já renderam 20 golos este campeonato, em mais de 200 faltas tipificadas. Nada mau. Haveria duas possibilidades de terminar com esta sessão interminável. Ou fazer uma entrada à Carlos Martins ou que o árbitro sancionasse severamente o simulador. Ora nunca se viu, um árbitro que é sócio de uma das partes interessadas, sancionar o jogador do clube do seu coração. Como o Rola, quantas vezes fez isso também. Agora está lá para ensinar e mais qualquer coisinha. É preciso é ganhar. Mais nada.
Mas, só se os potenciais compradores andarem muito distraídos podem pôr de parte um pormenor desta importância. Em Inglaterra, Espanha ou França. estes jogadores são severamente sancionados e duram pouco. E não se paga milhões para enfiar barretes. Mesmo, que um jornal ou outro, faça um marketing de promoção shrekizado.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Grandes jornalistas, grandes Homens


Num momento, em que a notícia veiculada de manhã é desmentida à tarde. Num momento, em que o vale tudo, a desonestidade e a hipocrisia imperam, ou que alguns com o maior despudor contam falsidades, baseados em "ses" e "convicções", apetece-me recordar alguns vultos do jornalismo português. Assim, adopto uma medida ecológica com água abundante e saudade, recordando uns e apesar de não os referir, lembrar os outros. Estão bem vivos alguns deles, já partiram os outros. Quando falavam e escreviam, pensavam sempre nos milhares de portugueses que os escutavam nos quatros cantos do mundo.

Assim, recordo Pedro Moutinho da EN e Artur Agostinho da EN e Record. Lembro Amadeu José de Freitas (atenção jogada perigosa!) e Nuno Brás (atenção perigo nas Antas!). Do jornal A Bola, que saudades de Alfredo Farinha (grande Eusébio), Aurélio Márcio (Nanja...), Carlos Pinhão e Victor Santos (que sobrinho cá deixaste!). Na Renancença, Alves dos Santos (viva o Belenenses!), José Neves de Sousa ( os teus filhos, impecáveis como sempre) e António Ribeiro Cristovão. No jornal Record, Rui Cartaxana (100.485/dia exemplares) e Mendonça Ferreira (o nosso liceu Gil Vicente lá continua).

Pronto, pode não estar muito bem escrito, mas já lavei a alma. Na eternidade vamos encontrar-nos.

Nota : A imagem é de Jorge Perestrelo, que está no coração de todos nós.

O interesse do ténis


Todos sabemos que no ténis existe o problema da pescadinha de rabo na boca. Os patrocinadores não apoiam os tenistas e os torneios porque não existe visibilidade, e os tenistas e os torneios não evoluem e progridem porque não há patrocinadores. Depois disto, cada um tem a sua opinião, como seres humanos originais que somos.

Na Alemanha, sem torneios e sem ídolos, os alemães perderam o interesse pelo ténis. Muitos ainda não tinham nascido quando Boris Becker ganhou Wimbledon, pela primeira vez em 1985 aos 17 anos, numa das maiores surpresas da história do ténis. Acreditem, que em poucos dias, as lojas venderam 300.000 raquetes e o desporto tornou-se uma mania nacional. Quatro anos depois, Becker tornar-se-ia o número um mundial e conquistou praticamente tudo o que era possível no circuito mundial. Foi a época de ouro do ténis alemão que conquistou 3 Taças Davis e viu nascer outro grande jogador Michael Stich. Vinte anos depois, Stich conta à agência Reuters que existe uma enorme dificuldade para os promotores locais conseguirem patrocinadores para os seus torneios e a imprensa e TV ignoram simplesmente o circuito profissional.

Por outro lado, no Masters de Miami, os recordes de afluência de público são batidos dia após dia, e as entradas para a final masculina estão esgotadas há muito. Ontem, houve entradas de 14.355 pessoas e foi batido o recorde do ano de 2008 que era de 13.195.

Transportem para a realidade portuguesa, as ideias que foram sugeridas no que acabou de ler, e pense na importância de preservar os nossos tenistas, mesmo que não tenham ainda um plano de destaque e importância no mundo do ténis, pense que mesmo nos torneios mais modestos, existe muito trabalho invisível e pessoas que dedicam muito da sua vida a que tudo corra bem, sem qualquer outro interesse oculto. Pense, finalmente, no trabalho dos blogs e sites privados, feitos por pessoas que a troco de nada estão disponíveis para falar, analisar, ajudar e informar a pequena legião de outras pessoas que ainda gostam do ténis. Quando me perguntam, se gosto mais daquele do que do outro, respondo sempre - sou pelo bom ténis!
Nota : A foto representa o Centralito do Jamor, provavelmente o único ponto de unanimidade entre os praticantes e adeptos portugueses. É lindo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Impugnação do campeonato


Do site futebolar transcrevemos : Juristas desportivos têm opiniões diferentes em relação ao impugnamento do campeonato por parte do FCPorto, embora estejam de acordo que o FCPorto pode impugnar o campeonato, há diversas opiniões sobre se terá efeitos práticos ou não. Como seria impossível repetir todos os jogos que as suspensões de Hulk e Sapunaru tiveram efeito, há duas possibilidades, a Liga decidir que a época 2009/2010 não terá campeão, ou então homologar o campeonato e neste caso a impugnação do campeonato passaria para a decisão dos tribunais comuns, sendo que até ser tomada uma decisão final, a equipa classificada em primeiro lugar poderá ficar impedida de participar na Champions, como aconteceu com o Panathinaikos há cinco épocas atrás após contestação do campeonato grego.

A demissão do presidente da Liga Hermínio Loureiro após tomada de conhecimento dos castigos de Hulk e Sapunaru pode vir a ser de extrema importância junto dos orgãos da UEFA, pois veio dar razão que houve adulteração da verdade desportiva no campeonato nacional 2009/2010.

De facto, esta notícia não está bem redigida. A língua portuguesa fica muito maltratada, afinal não menos do que aqueles que precocemente usam e abusam do Acordo Ortográfico. Mas tem pelo menos duas questões que podem e devem ser consideradas. O tempo, como sempre encarregar-se-á de ajustar contas com a razão.

Água pura

As palavras a as mentiras são poderosas, mas a água pode extingui-las.(JB)

Colleti bianchi cup?


Ontem, escolheram o Querido Manha para comentar na TVI24 a decisão do CJ da FPF. Completamente alucinado, de uma ressaca monumental, presumo, disse que este caso configurava um hooleganismo de colarinho branco. Não sei. Não ando pelas noites brancas, onde estes colarinhos andam enfunados. Não frequento já sol e ar e presuntos. Mas existe um campeonato de colarinho branco? Ou será de colarinho vermelho? O título deste post fica em italiano siciliano.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A separação das águas


Lindo. Uma decisão invulgar do CJ da FPF, fez sair os coelhos das tocas. Um desvario. Todos em defesa da sua tribo. Horror à decência é dos indecentes. Os jornalistas, comentadores de TV e rádio, analistas, paineleiros, argumentistas, todos aos molhos. E os próximos dias prometem. Basta ler os blogs do Record. Palhaçadas berra o mais vermelhão, que andava sossegado. O Manha foi ao Elefante Branco saber das últimas, estava de cabeça perdida na TVI24, não se pode tirar o mérito ao Benfica dizia de mansinho, mas repetidamente. O Magalhães dá na Liga. O Ribeiro estava com uma fome dos diabos e ainda não escreveu muito. Pelo Alexandre Pais comprei hoje o Record em papel, coisa que não fazia desde 12 de Setembro, dia em que magoaram pela palavra uma campeã de ténis, mas deu para ler o artigo do Alex a dar nas orelhas do pessoal. Está no blog dele, "Quinta do Careca". O Meirim estava na SIC, descuidado e revoltado, não dizia coisa com coisa. Até o rapazola da SIC, disse para o Guilherme Aguiar falar de dragão ao peito. Ele afinou. O miúdo de sorriso de lábios cortados. Está instalada a confusão no galinheiro.

Ninguém pode tirar o mérito ao. Ai não que não pode. Só rir. Mas os peixes de águas profundas ainda não vieram de cátedra. Arraia miúda e nervosa, por enquanto. Episódios seguintes depressa. Quanto a mim, o melhor está para vir. Eu não dizia que perdem a cabeça por causa da bola? Impossível explicar a mediocridade a mediocres. Muita falta de qualidade e classe. Só palito na boca.

E agora?


O Conselho de Justiça da FPF acaba de reduzir os castigos de Hulk e Sapunaru do F.C.Porto para 3 e 4 jogos de castigo. Esta decisão não é passível de recurso.

Uma vergonha. Esta comissão disciplinar da Liga cometeu um erro intencional ? Os shreks falam ou consentem ? O que interessa é os resultados, não é? Outros falarão melhor do que eu, mas as moscas não mudam. O que se faz para ganhar um campeonato. Deviam merecer o prémio antes de o ter ganho.

Nota : Querido Manha acaba de comentar na TVI24 que para ele é tudo uma questão semântica, apesar de não ser jurista. Lol. Um comunicado do F.C.Porto assinala que o clube tomou já várias medidas. Um juiz com um processo judicial em cima deve ser giro. Como Hermínio Loureiro também acaba de pedir a demissão, vamos então esperar pela solidariedade. Lol.

terça-feira, 23 de março de 2010

MM sabe muito

Mesquita Machado, presidente da Câmara Municipal de Braga, declarou à LUSA : Não acho que seja decisivo, porque o Braga tem um calendário muito favorável e, se os homens de negro se portarem bem e forem isentos, o Braga vai ser campeão. Tem qualidade futebolística e equipa para poder sair vitoriosa do jogo com o Benfica, disso não tenho qualquer tipo de dúvidas. Importa que o árbitro seja isento e neutral e não favoreça nenhuma equipa. Eu, que ando no futebol há muitos anos, sei distinguir muito bem o que são erros humanos de erros propositados. Não tenho preferência por qualquer árbitro, mas a chamada de Paulo Baptista, juiz do ano passado, seria uma provocação. Temo as cenas idênticas aos episódios de jogo da primeira volta entre as duas equipas, que culminaram com a suspensão de três jogadores bracarenses, e considero que os jogadores do Braga estão preparados para resistirem a essas provocações. Isso foi uma vergonha, porque quem provocou aquele 'sururu' à entrada do túnel foi o Di Maria. Os espectadores viram e as imagens mostram que foi ele que fez a provocação, pontapeando a bola e enviando uma cuspidela em direcção ao banco do Braga. O treinador adjunto do Benfica, Raul José, para vergonha dele, fez queixa de um atleta que tinha treinado na época anterior.
Mas eu pergunto outra vez : Um clube de futebol pode ganhar um campeonato, porque o poder político acha que sim? Pode.

Jornalismo menor


Do blog "Quinta do Careca" do Record, transcrevemos uma importante opinião de um leitor com a qual nos identificamos. A resposta, do jornalista menor, népia, não tem direito a nada. Há muitos carecas no Record. Pá, ponham perucas cor de rosa ou cor arco íris.

O meu nome é Nuno Romano e sou leitor assíduo do Record em papel e online. Gostaria do questionar sobre a notícia relativa a Izmailov publicada hoje no Record.

Não encontro outra justificação, para o que aqui é escrito, senão um conjunto de palavras sopradas pela boca do empresário para a boca dos jornalistas. O que se chama uma notícia de encomenda. Sei que vai contestar estas palavras e contra-argumentar, mas, na verdade, não encontro na notícia factos que baseiem o que é escrito, para além do interesse do empresário e o querer danificar a imagem das pessoas no activo do Sporting. Porque o "que diz que disse" não são argumentos jornalísticos válidos, como sabe melhor do que eu.

Fico desiludido com o Record, era até o único jornal que conseguia ler. Até consegui "sobreviver" à forma como o boato Vilas-Boas foi lançado recentemente, também sem apresentar factos fidedignos para inspirar a notícia. Mas hoje foi longe demais e tenho muita pena que assim seja.

Dado o estado das coisas, não vejo como o jornalismo desportivo possa libertar-se do rótulo de jornalismo menor e feito de "encomendas". Sei que perder um leitor não é grave, muitos outros ávidos de desgraças serão ganhos.

A Bíblia conta que Sansão, o "homem sol" era dotado de uma força extraordinária devido aos seus longos cabelos. Mas Dalila, a sua amante, a coberto da noite e a mando do inimigo cortou e rapou os cabelos a Sansão. E este perdeu a sua força e virilidade.

Adapte o texto, aos carecas do Record e constate porque sugiro que comprem perucas arco íris ou porque já o chamam de jornal arco íris.

As cenas


Mais uma vez, tive que desligar os comentadores. Aquilo devia ter sido proibido. ( Dr. Eduardo Barroso)

A questão central é. Certo? Eu estou só a dizer, pronto. Certo? (Dr. Fernando Seara)

Se fosse eu que mandasse, nem os juniores mandaria, ficavam a jogar com a comissão disciplinar da Liga. (Dr. Pôncio Monteiro)

Foi o jogo do porta-voz. (Dr. Silvio Cerdan)

Vi este jogo com interesse pelo resultado até aos oito minutos. (Dr. Dias Ferreira)

A maneira como os jogadores do Benfica provocaram os do Porto é porque estão bem, anímicamente calmos. (Dr.Guilherme Aguiar)

Se fosse a desmentir todas as notícias que vocês dizem, palavra de honra, estes jornalistas são uma porcaria. (Dr. Eduardo Barroso)

A grande questão é essa. A grande questão é se duas pessoas que não se conhecem entram num jogo de crispação. A grande questão é. (Dr. Fernando Seara)

Estou a emitir a minha opinião, independentemente dos bufos. (Dr. Eduardo Barroso)

Não posso dizer mais nada. É a minha palavra de honra que é assim. (Dr. Eduardo Barroso)

A sua palavra. É palavra e é de honra. (Dr. Fernando Seara)

A minha opinião é tão simples como isto. Há-de ter alguém lá que deve dizer as regras como se pode conviver lá dentro. O jogador está lá para jogar, não está lá para dar opinião, o treinador é para treinar, o médico é para. (Dr. Pôncio Monteiro)

Mas tem alguma coisa a ver uma multazinha, com a suspensão de jogadores durante tanto tempo? Tenha vergonha. (Dr. Pôncio Monteiro)

Uhu! Mais uma. Uhu! (Dr. Fernando Seara)

O Bruno Alves devia estar a pensar que em vez de estar num campo de futebol, devia estar no barbeiro. Isto dele pôr a mão no cabelo (referindo-se a Aimar). (Dr. Pôncio Monteiro)

Isto é o país do faz de conta. Ninguém fala frontal. Ninguém assume. (Dr. Eduardo Barroso)

Eu, desde ontem, que ando com o número três na cabeça. (Dr. Fernando Seara)

É melhor três do que dois. (Dr. Pôncio Monteiro)

Nota : Fiz o favor de pôr as virgulas. Desculpem qualquer coisinha. E, por favor, não se esqueçam de passar na tesouraria.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Nikita

Os de fora, os do meio e os de dentro - Parte I


Considera-se que os de fora são o mercado consumidor de jornais em papel ou online, os do meios são os agentes que escrevem ou transmitem com o mercado e os do dentro são os clubes, jogadores e dirigentes, no fim de contas as fontes das notícias. Facilmente se compreende os milhões de matrizes de interesses diferentes que se encontram neste espaço, onde todos se acotovelam para obter o desejado.

O público procura as notícias, de preferência as agradáveis de conhecer. Esgravata, em toda a comunicação social para obter a informação, que é mais fiável se vier de encontro ao que pensa. Este público é alimentado pela notícias que os agentes transmitem. Os agentes, jornalistas e outros escribas associados (todos os anos entram no mercado da comunicação social cerca de 1.400 pessoas, a maior parte nem sendo jornalista), procuram avidamente notícias, se possível as mais escandalosas porque interessa vender muito. Vender o máximo possível. Quem vende mais é o melhor. Compreensível. Por isso pouco importa, se contamos mentiras, meias mentiras ou coisa nenhuma. Se uma mentira não vender muito, conta-se duas mentiras. Mas tudo deve ser feito de forma pausada, um escriba de cada vez e a escrever à peça. E agora que estamos na época dos escribas de 500 (numa alusão às lojas chinesas dos 300 e dos 500 escudos) euros, a competição torna-se feroz entre os do meio. Basta rever os textos escritos há mais de duas semanas e verifica-se imediatamente as mentiras que se contou. Mas, o público não volta atrás, para reler e comprovar e este jogo alucinante continua. Quando é com os outros, o público, rebola-se de riso a ler, e afirma "não são coisas do meu quintal, não tenho nada com isso", quando lhe toca a ele, então sim, é uma vergonha, dizem. Medonho. Mas a mim não me apetece falar do público. Cada um come o que quer, e se quiser repete. Nem tenho tiques de educador da classe operária, como alguns jornalistas. Pode, por exemplo, um clube de futebol ganhar o campeonato, porque o poder político acha que sim? Claro que pode, mas agora não é o momento de escrever sobre isso. No próximo post, escreverei sobre os agentes, os do meio, que em termos de talho deviam ser o lombo. Mas não. São os carniceiros. (continua)

O inimigo começa a ser perigoso quando começa a ter razão (Jacinto Benavente)

domingo, 21 de março de 2010

Os coelhos fora da toca


Quando uma informação não vale nada, os militares dizem que a sua classificação é G3, numa ironia ao tipo de espingarda que usam. Embora a qualidade da arma seja excepcional, estamos a falar da origem, fonte e fiabilidade da notícia. A não ser em casos excepcionais, não existem notícias A1, e o facto de muitos acreditarem que sim, já deu origem a erros militares trágicos por informação não correcta e manipulada. Dava para escrever um compêndio sobre este assunto, que suscita imediatamente muitas perguntas. Uma notícia sobre desporto, nos tempos que correm é pois, sempre, de um grau para lá de G3. Um texto sobre desporto teria uma classificação tipo Z23, se existisse.


Recomendo muito aos amigos, mais velhotes e menos susceptíveis de acreditar nas petas de jornalistas desportivos, que tomem em atenção estes factos. Quando se lê, o que um tipo escreve em mais de 50 artigos de opinião (força de expressão - porque na realidade são textos de muito má qualidade), fica-se com uma ideia de quem é o escriba que diz determinadas enormidades. Mas se juntarmos uma pitada de pimenta (o que os amigos dizem dele), ou mesmo uma pitada de sal (a observação directa do seu comportamento), chega-se a resultados muito interessantes. Imaginem, por exemplo que há mais de 20 anos acompanhei nos restaurantes e na noite de Lisboa, esse jornalista, que despontava como um coelhinho nos primeiros saltinhos que dá na relva fresca, da manhã. E mais não digo, por não ser interessante. Concordamos que dá perfeitamente para entender o sentido das suas opiniões escritas, ainda para mais sabendo o clube que venera.


Ora, este episódio, Izmailov - Costinha - Sporting - jornalistas desportivos ( eu sei que esta designação, os irrita, mas na verdade não os considero jornalistas, na verdadeira acepção da palavra), deitou para fora da toca os coelhos. Foram tocados, como se diz na gíria dos caçadores. Mas os coelhos mais velhos não saíram. Dá para ver, portanto, o que os novatos escrevem , quem são e a mando de quem estão. Bom verso. No próximo post, avançaremos com este tema. Vamos saber quem são os de fora (mercado consumidor de jornais), os do meio (jornalistas) e os de dentro (balneário e dirigentes). E como se processa a circulação das informações que dão origem às notícias e às mentiras. Vamos saber o que é o jornalismo amigo e o cancro social que representa. Sem convicções. Com certezas.

Chapéus há muitos! Seu palerma! Chapéus há muitos! (Vasco Santana)

sábado, 20 de março de 2010

Anedota do dia


João Ferreira é um árbitro de elite, declarou o chefe dos elíticos e etílicos Vitor Pereira.

João Ferreira no meio da maior das confusões, que nem as imagens aclaram, viu o Hulk e o Sapunaru a necessitarem de descansar, mas colocado apenas a 5/6 metros de distância não viu um jogador do Paços de Ferreira meter um golo com a mão, e tirou um campeonato ao Sporting. Foleiro, sem dúvida.

Betoneira falante


Ora leiam, no Record, onde havia de ser, uma porcaria com um título " Valha-nos o Benfica", escrito com os pés por um tipo que se chama Miguel Pedro Vieira. Começa assim : Custa olhar para os oitavos-de-final das duas competições da UEFA e verificar que apenas o Benfica lá chegou. Menos mal dirão uns. Muito pouco, digo eu, que esperava ter lá visto, o Sporting, porque merecia, e o Porto, que devia, não fosse o escândalo a que nos sujeitou no jogo com o Arsenal. Pá tá ti, pá tá tá. Ora vejam este escândalo a que nos sujeita esta betoneira falante. Mas como se olha para os oitavos-de-final? Às vezes, chamamos nomes menos apropriados aos árbitros, mas eles são só incompetentes. Pois, este tipo, para não haver confusões, diz que é do Leixões. Mas é antes de tudo, incompetente pra caraças. E diz que não viu o Sporting e o Porto nos oitavos-de-final. Pois não deve ter visto, não. Onde estaria ele?

Nota : Podes ir à pressa e à socapa, corrigir. Depois, tiro o post. E dou-te com ele onde merecias levar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Luís Óscar


Fora o árbitro que é careca! - gritavam os putos no meu tempo. Fora o Luís Óscar que é careca! - digo eu. Usa peruca rosa, pá! Brutal.

coloca na cabeça perucas com cem mil cachos, / coloca nos pés coturnos de um braço de altura, / continuarás sempre a ser o que és ( Johann Goethe - Fausto )

Usar perucas causa loucura ( Health Reformer )

Os ofendidos e a peruca de Luís (XIV)

O "nós" está acima do "eu"


O Caneira, a meio do jogo, tinha a tíbiotársica inflamada e suportou a situação. O Pedro Silva tinha uma entorse e aguentou. O Pedro Mendes jogou com uma fratura no nariz e sem protecção. Tenho três jogadores que com dores vão lá para dentro, e dão tudo, é isso que espero do grupo. O 'nós' está acima do 'eu' e é isso que torna a equipa mais forte, assumiu Costinha director do futebol do Sporting. Izmailov quando confrontado com a possibilidade de ajudar a equipa num quadro de muitas limitações, manifestou vontade de sair. Depois de ouvir o doutor e Marat entendi que não havia condições para ele continuar no estágio, acrescentou Costinha.

Muito bem. Podemos esperar. Quando no plano político e social, este país atravessa uma crise de decência, é uma posição muito corajosa. Sabemos que só os resultados contam para a história. Mas para alguns a memória nunca se apaga.

Pronto. O shrek Luís Óscar do Record não tem emenda. Logo de manhã está de ressaca. E cercado de diarreia e vomitados pega na caneta untuosa. Sem emenda. Ter que dizer isto é uma chatice. Conspurca o meu post. Nada é obra do acaso. Numa ordenação dos cromos por ordem estética, o Óscar é o primeiro. Mas vou colocar uma bela imagem sobre o Amanhecer para limpar a porcaria do atrasado mental. Há mais doidos à solta cá fora do que nos manicómios. Putativa imaginação.

quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Brutal caçada a Ronaldo

Brutal. Na imprensa desportiva portuguesa nada foi escrito. Népia. Comentadores da treta. Quando desaparecerem, ninguém, a não ser eles próprios, se lembrará deles. Só sabem andar a dar à cauda. As pessoas não são exigentes. Para eles só interessa o negócio. Bardamerda para a imprensa desportiva.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Jogadores polémicos do ténis - Parte II


Daniel Koellerer é uma figura única do circuito do ténis. Cabelo preso, camisas sem mangas deixando a sua tatuagem de "Nº1" sempre à mostra, o austríaco de 26 anos e actual Nº 96 mundial atrai a atenção por onde passa. Polémico dentro e fora dos courts, Koellerer é conhecido nos bastidores dos torneios que disputa por "Crazy Dani" (Dani maluco), ou por adjectivos menos nobres como "conflituoso" e "desvairado". Basta assistir a um set do austríaco para entender. Em apenas 30 minutos do seu encontro com Maximo González, na primeira ronda de um torneio no Brasil, levou uma advertência, falou com duas pessoas do público, discutiu quatro vezes com o árbitro e troçou do adversário pelo menos em seis ocasiões. Fora dos courts a confusão não diminuiu. Após a nervosa vitória - na qual o austríaco cumprimentou o derrotado com um aperto de mão e beijinhos trocistas - Koellerer encontrou-se com ele à entrada do hotel. Irritado com as provocações de Crazy Dani, durante o jogo, González pregou uma rasteira ao austríaco que respondeu com um empurrão.

Em Acapulco, o austríaco agrediu verbalmente o espanhol Nicolas Almagro e foi suspenso pelo juiz árbitro principal do torneio, ficando proibido de disputar torneios Challengers e ATPs. De regresso depois de cumprir a suspensão, causou novo tumulto no Challenger de Montevideo, discutiu com o público e insultou o treinador do adversário. Koellerer não é o Nº 1 mundial jogando ténis, mas é em polémica.

Koellerer jogou com Rui Machado em 2009 no US Open e venceu por 6/2, 6/4, 2/6 e 6/2. Machado foi provocado durante todo o encontro. No 3º set, Machado fez um gesto que o caracteriza ao ganhar um ponto, cerrou o punho e disse para si próprio "vamos!". Koellerer veio à rede e cerrando o punho disse "olha vamos" e sorriu. Uma pequena provocação. Machado falou algum tempo com o árbitro, sobre este facto, e regressou à linha de fundo.

Mas Daniel Koellerer é uma excepção.

Conheço alguns jovens portugueses que são irreverentes, curiosamente os mais talentosos. O tempo vai resolver esta situação. Nem sequer é um problema. Fora dos courts são pessoas muito correctas e até extremamente educados. Um deles é muito agressivo no court, é um dos nossos melhores jogadores e em breve irá despontar com sucesso, porque de facto é um diamante em bruto. Num encontro dos quartos de final, que ganhou em três sets teve um comportamento pouco aceitável. Observei e assisti na meia final os conselhos que lhe deram no sentido de ser ponderado e pensar antes de tomar atitudes precipitadas. Ele ouviu sempre com atenção e em silêncio. Na meia final apagou-se completamente, foi um jogador sem chama, ausente, inibido, mas muito bem comportado. Também eu aprendi nesse dia, que não se podem cortar as asas a quem quer voar.

Jogadores polémicos do ténis - Parte I


Dizem que Roger Federer quando era juvenil tinha um comportamento muito incorrecto durante os encontros, que o levava a entrar em discussões verbais com o adversário, além do tradicional ritual de partir raquetes. Os conflitos eram muito regulares e era chamado a atenção por esse facto, embora todos concordassem que era um grande talento. Quando terminava os encontros, era confrontado com o seu péssimo comportamento e negava com determinação que tal tivesse acontecido. Contam, que um dia filmaram integralmente um encontro que disputava e em que teve, mais uma vez, atitudes e comportamentos pouco abonatórios. Terminado o jogo foi imeditamente confrontado com essas situações. E voltou a negar que tal tivesse acontecido, considerando as críticas muito exageradas. Então, passaram o filme. Esse, sou eu? Eu fiz isso? Ele não tinha mesmo a noção da situação. Todos que acompanhamos o ténis um pouco mais por dentro sabemos que estas situações são muito normais.

Pode-se dizer, sem exagero, que McEnroe atingiu o limite neste tipo de comportamentos. Ainda há dias, com 51 anos, num torneio de veteranos em Zurique, fez uma cena das antigas pela discussão de um ponto. Aceitava perfeitamente que a sua bola tinha sido fora e revoltou-se contra o árbitro que tinha aceitado a bola como boa. E era a favor dele.

Em conversa com um árbitro internacional português, ele contou-me uma série de episódios sobre o comportamento dos mais variados jogadores de topo nacionais e mundiais. Mais que partir raquetes ou discussões de bola dentro e fora, o que me impressionou fortemente, foram as histórias sobre a troca de palavras dentro do court entre os dois jogadores, palavras essas imperceptíveis de ouvir pelo público. Rafael Nadal conta que Sampras e Agassi, trocavam palavras e insultos de tal forma rápido, que ele não conseguia ouvir e perceber nada, no recente jogo de pares de beneficência a favor das vítimas do Haiti. Penso, disse Nadal, que esta guerra entre eles vai durar sempre. Referindo-me a vários jogadores portugueses, disse ao meu amigo árbitro de ténis, que pensava que fulano e cicrano não falavam durante o jogo. Ele vinha de arbitrar uma final, a que assisti. Imediatamente, me contou algumas histórias rápidas que os que
julgava eu, serem santos, não o eram. Ora eu tinha assistido à final com atenção. E não vi nada. O meu amigo contou-me tudo tim tim por tim tim.

Deixei passar o tempo necessário, para o meu amigo jogador se recompor, e nem precisei de ir ter com ele. Veio junto a mim e perguntou-me se tinha gostado. Claro, disse eu. Devo confessar que sou fã dele, do seu comportamento, da forma de jogar e do seu talento. Mas porque durante o jogo, nas situações tal e tal, disseste aquelas palavras. Olhou para mim, com aquele olhar calmo que o caracteriza e disse : não me diga que reparou? E ouviu mesmo? Claro, disse eu. Sorriu e respondeu : para o intimidar, ele detesta que lha façam isso, e tinha que o desconcentrar.

domingo, 14 de março de 2010

Naide Gomes - Medalha de prata


Medalha de prata, vice-campeã do mundo 2010, nos campeonatos mundiais de pista coberta a decorrer em Doha, Quatar, com um salto de 6,67m. São estes feitos de portugueses que nos tornam orgulhosos. Para que o sonho seja realizado é sempre preciso alguém que acredite que ele pode ser realizado.

Tenho em mim, todos os sonhos do mundo (Fernando Pessoa)

sábado, 13 de março de 2010

Rugby português


Portugal acaba de ganhar à Espanha por 33-15, em jogo a contar para a Taça Europeia das Nações, nos campos da cidade universitária, em Madrid. No próximo sábado jogará a finalíssima contra a Roménia, no Estado Universitário, em Lisboa, e que decidirá o país que irá ao Mundial.

Um jogo de cavalheiros jogado por brutos - o futebol e por oposição um jogo de brutos jogado por cavalheiros - o rugby. Estes jogos de Portugal enchem o coração do pessoal. Pela luta, pela entrega, pela abnegação, o público faz parte do jogo, é como nós estivéssemos lá no campo também a lutar e a intervir. E depois, no dia seguinte só põem o resultado e pouco mais. Não admira. Só percebem de bola e nem se atrevem a fazer um comentário. Neste jogo também. A arbitragem foi péssima. Mas que interessa isso. Superar uma péssima arbitragem e terminar ganhando é muito estimulante. E depois no rugby erra-se por engano. O contrário seria vergonhoso. Eu acho que os apreciadores e adeptos do rugby são outro tipo de pessoas. E na despedida, os vencidos a fazerem alas aos vencedores. Em que outro desporto existe isso?

Sereno e solidário


Um Sporting sereno e solidário impôs um empate ao Atlético de Madrid, na primeira mão dos oitavos de final na Liga Europa. Uma equipa de oito portugueses e três estrangeiros. Grimi começou a exagerar logo de início, foi expulso e os leões tiveram que se multiplicar nos esforços de defender o seu reduto. Depois, um exagero do holandês Pieter Vink pôs também Tonel fora da segunda eliminatória, mesmo o jornal a Marca ressalta essa enormidade.

Não pensam assim os escribas residuais do Record. Shreks para quem o suficiente nunca basta. Prometo dentro em breve, descodificar mais algumas afirmações. E acabar com os histéricos. E os histeriadores. Tudo no vermelho. Os cromos podem ser ordenados de vários modos. Mas vou fazê-lo por ordem estética. Por enquanto, silêncio. No news for the boys.

Em vinte pessoas que falam de nós, dezanove dizem mal, e a vigésima, que diz bem, di-lo mal (Antoine de Rivarol)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Recordes nacionais de precocidade

De excelentes artigos assinados por Hugo Ribeiro no Diário de Notícias, colocamos abaixo os links para demonstrar que é possível escrever com nível, sem amesquinhar ninguém, sem cometer erros de sintaxe e principalmente erros morfossintáticos, sem ofender, insultar, presumir ou cuspir palavras. Assim veja http://dn.sapo.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=1515085 .

quarta-feira, 10 de março de 2010

O que treinar e quando treinar


Mais uma vez, o ex-tenista profissioanal e campeão brasileiro Fernando Meligeni escreve um excelente artigo, do qual, respigamos alguns excertos que transcrevemos.

O que treinar nos dias que antecedem o jogo. Existem dúvidas, se nesses dias que antecedem um campeonato, torneio ou mesmo um jogo, devemos treinar muito, treinar os pontos fracos ou simplesmente entregar o destino ao homem de cima e entrar no court e jogar. Pela experiência que eu tenho e vivi no circuito, acho que não adianta resolver todos os nossos problemas em dois dias. Vejo jovens treinar três horas no dia anterior, achando que isso o vai ajudar a jogar melhor no seu encontro. E eu pergunto. E antes? Ele treinou assim?

O que se vê mais entre os profissionais é um treino leve, específico e tranquilo. O dia anterior é um dia perfeito para treinar jogadas que serão usadas no próximo jogo ou ajustar alguns detalhes. Por exemplo, imaginem que vão defrontar um canhoto amanhã, então a direita cruzada é uma importante arma no jogo. Um bom treino, é ficar cerca de 10 minutos soltando o braço na cruzada do ponto fraco do teu adversário. Serviço? Onde pretendes servir amanhã? Isso também é um bom treino para o dia seguinte. Treine o serviço do lado em que gosta mais de atacar e bata a primeira bola depois da devolução. Outra coisa interessante é treinar como responder ao que o seu adversário vai fazer. se ele vai fazer balões, por exemplo, deve-se treinar como sair desse problema. Onde se vai colocar a bola, onde se vai bater ou vamos aceitar o jogo do adversário? Tentei mostrar que mais importante do que ficar três horas a treinar será melhor fazer coisas específicas. Bom, deu para entender que não sou muito a favor de um treino cansativo no dia anterior e muito menos no mesmo dia que se joga.

Verdade ou mentira?


O Record online como sempre. Nomes aos bois. Numa notícia de carácter geral diz o fazedor de títulos "Villas-Boas sucede a Carlos Carvalhal" e depois palha ou feno. O shrek entornado, Luís Óscar, escreveu na ressaca "Carvalhal maltratado" e depois nem palha, nem feno, mais 5 ou 6 decilitros. Um tipo deve habituar o corpo às contrariedades. Se o corpo pede água, dá-se vinho. Se pede vinho, dá-se vinho. Alguma vez se há-de fazer a vontade.

Ora, ontem na SICN, Ribeiro Cristovão, um senhor ao pé dos shreks, após o jogo, disse que lhe tinha chegado aos ouvidos que Villas-Boas iria para o Porto. Ora, qualquer contrato ou acordo já concretizado deveria ter sido comunicado à CMVM pelas SAD's. E não o foi. Também sabemos que a Comunicação Social desportiva, por ser menor, utiliza estes expedientes para fazer sair os coelhos das tocas. Este tipo de notícias não seria possível nos jornais de economia. Imaginem que esses jornais especulassem com as notícias das empresas. Seria o caos. E os jornais seriam multados. O que não lhes dava muito mais saúde. A ver vamos. Se é verdade ou mentira.

Nota : A foto mostra como um título transforma um jornal que se desejava nacional num jornal de clube.

Portugal não gosta de Portugal

Os brasileiros já disseram que Portugal não gosta de Portugal. Os moçambicanos dizem que os portugueses não gostam de Portugal. Os franceses disseram que Portugal visto de qualquer ponto da Europa é sempre o último. Eu direi que seis milhões e setenta portugueses não gostam de Portugal. De facto, comparar o apoio dos brasileiros ou argentinos aos seus clubes e atletas, quando estão fora do seu país não tem nada a ver com o nosso apoio, com o devido respeito e excepção aos emigrantes. Mais uma vez, ontem, pude constatar isso. Claro, que mais tarde dão uma de apoio fingido, mas na hora, não estão lá. Mesmo, à chegada do F.C.Porto, ontem, lá estavam no aeroporto 70 galfarros a insultar. E depois, os insultos e assobios dos índios à selecção em Coimbra. A maior parte não pagou bilhete, mas comeu uns couratos e entremeadas, bebeu uns finos ou imperiais, como queiram, e depois querem ópera. Tiveram música pimba que é o que merecem.

segunda-feira, 8 de março de 2010

É preciso mais do que talento


É preciso mais que talento para vestir a camisola nacional.

As escassas pessoas que assistem aos campeonatos intercidades de ténis, no nosso país, sabem disso. Os miúdos sub-12 e sub-14, transcendem-se na defesa da sua cidade. Alguns, que são habitualmente superiores em torneios individuais, fraquejam sem razão aparente, perante outros menos rankeados. A razão é simples. Há muita pressão colocada sobre eles ou elas, e afecta mais uns do que outros. Já vi miúdos, jogarem em grande, com forte personalidade e carácter, mas que depois não manifestam esses atributos nos diversos torneios pelo país. E vi, outros que se apagam de forma difusa e inexplicável. A mente, a cabeça como se diz em gíria é muito importante no ténis. Mas nas convocatórias para as selecções ou simplesmente para representar cidades, este facto não é tomado em conta, só o ranking vale. Nenhum capitão ou treinador corre o risco de seleccionar um jogador em detrimento de outro mais bem posicionado. Isso nunca aconteceu. Nunca. Por mais que venham com histórias. Exige muita coragem. Muita. Nas modalidades colectivas este fenómeno não acontece. Precisamente porque é possível diluir no conjunto as boas e as más escolhas.

Este fim de semana, no âmbito internacional, na disputa de uma eliminatória da Taça Davis, aconteceu um facto excepcional, que justifica o título deste post. A Taça Davis é considerada o Campeonato do Mundo do ténis. Em Estocolmo, disputava-se um duelo quase com vencedor anunciado. O Suécia versus Argentina. A Suécia apresentava Roben Soderling (Nº 7), Robert Lindstedt um dos melhores duplistas mundiais e outros dois jogadores menos cotados. A Argentina tinha Juan Martin del Potro (Nº 5) e Juan Monaco (Nº 27) lesionados e que abriram mão da selecção, por isso foram convocados Eduardo Schwank (Nº 64), Leonardo Mayer (Nº 66) e outros dois jogadores. No 1º singular Robin Soderling venceu Eduardo Schwank em 3 sets. No 2º singular Leonardo Mayer bateu Joachim Johansson em 4 sets. Ao fim do 1º dia empate 1-1 entre Suécia e Argentina. O capitão da Argentina sabia que a dupla sueca para o jogo de pares era muito forte e iria ganhar, e adicionado a mais que provável vitória de Soderling no 3º dia, a Suécia venceria o confronto.

O capitão argentino Tito Vásquez, um homem de grande coragem, manda chamar de urgência David Nalbandian que estava na fase final de recuperação de uma lesão no adutor direito, o músculo do peito que liga directamente ao braço. Nalbandian está há muito tempo sem jogar é actual Nº 139 do ranking mundial, tendo sido em tempos passados Nº 3. Ele efectua uma viagem enorme e chega no 1º dia do encontro. Aproveita todas as horas para descansar. Nalbandian é conhecido pelas suas recuperações fantásticas, nunca dá um jogo como perdido e luta sempre nos limites. No 2º dia, a Argentina alinha com David Nalbandian e Horacio Zeballos contra a quase invencível Suécia de Soderling e o especialista Lindstedt. É um duelo memorável. Uma luta sem limites, e mesmo com uma contractura que teve no aquecimento e a lesão no adutor, cheio de dores, Nalbandian ultrapassa todas as dificuldades. Só no dia seguinte ele contou as terríveis dificuldades porque passou. Às vezes os resultados falam por si, a Argentina ganha por 6/2, 7/6(4) e 7/6(5). No fim do 2º dia a Argentina vence por 2-1.

Mas ainda nada estava ganho. No 3º dia Soderling vence Mayer e repõe o empate 2-2. No último singular, David Nabaldian vai jogar contra Andreas Vinciguerra um esquerdino de 29 anos e Nº 233 mundial, mas com a característica de ser um servidor fenomenal e um jogador muito móvel. Nalbandian joga a grande nível, rompe com todas as precauções, foi de tal modo emocionante que a Argentina levou duas advertências, pelo comportamento dos suplentes. No final, David ganha em 3 sets. Todas a equipa argentina corre para ele. O salvador da Pátria, como a imprensa mundial classifica o seu feito. Há momentos em que um homem se supera, se transcende, toca o infinito.

sábado, 6 de março de 2010

A última montanha


João Garcia, um homem excepcional. Nasceu em Lisboa há 42 anos e é o montanhista português mais famoso e de maior currículo. Um desportista ímpar. Prepara-se para escalar a 14ª montanha, a última que lhe falta para completar o ciclo dos picos acima de 8.000 metros. Trata-se do Annapurna de 8091m no Nepal.

Em 1993 escalou o Cho Oyo de 8.201 no Tibete, em 1994 o Dhaulagiri de 8.167m no Nepal, em 1999 o Monte Evareste de 8.848m no Nepal, onde perdeu o seu melhor amigo o belga Pascal Debrower que caíu numa ravina durante a descida, sofreu amputação de alguns dedos dos pés e mãos e perdeu parte do nariz, devido às queimaduras do gelo, em 2001 conquistou o Gasherbrum II de 8.035m na fronteira China/Paquistão, em 2004 o Gasherbrum I de 8.068m na fronteira China/Paquistão, em 2005 o Lhotse de 8.568m no Nepal, em 2006 o Kanchenjunga de 8.586m no Nepal, em 2006 o Shishapangma de 8.046m no Tibete onde perdeu durante a descida o amigo e companheiro Bruno Carvalho, em 2007 o K2 de 8.611m na fronteira China/Paquistão e o 2º maior pico do mundo em altitude depois do Evareste, em 2008 o Makala de 8.463 no Nepal, em 2008 o Broad Peek de 8.047m na fronteira China/Paquistão, em 2009 o Manaslu de 8.163m no Nepal e em 2009 o Nanga Parbat de 8.165m no Nepal.

Consulte o http://www.joaogarcia.com/ e veja o grande conquistador português.

Nota : Percebem agora porque fico indignado quando uns jornalistas desportivos da treta escrevem sobre alguns anormais dos seus clubes e ignoram os portugueses verdadeiramente grandes. Se calhar, porque não têm dimensão para mais.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Uma lição de ténis


Referimos aqui, alguns aspectos extraordinários que extraímos de uma entrevista concedida pelo norte americano Larry Stefanki ao site revistatenis. Stefanki é o actual treinador do chileno Fernando Gonzalez, e foi treinador de John McEnroe, Marcelo Rios, Yevgeny Kafelnilov e Tim Henman.

No ténis tens de correr se quiseres jogar. Se não, vais ter um problema durante a tua carreira. Porque ténis é footwork e jogo de corrida num rectângulo. Se não gostas de ir para a frente e para trás, e vice versa, repetitivamente, não te vais dar bem com o ténis. Terás que efectuar pancadas incríveis de todos os ângulos e com diversas dinâmicas. A dinâmica de um encontro de ténis é totalmente diferente de outro desporto, por causa da geometria, das alturas, dos efeitos, do reconhecimento dos efeitos, que o opositor está tentando fazer. Temos que interpretar o que o opositor está querendo fazer. E tudo deve ser entendido em instantes. Tens que observar perfeitamente o teu oponente e adivinhar o que ele quer fazer. McEnroe era perfeito nisso.

Quando todos pensavam que John McEnroe era extremamente rápido, ele não era. Ele intuía o que o opositor ia fazer, dependendo da posição dele no court. Conhecia perfeitamente os ângulos. Ele processava no cérebro as opções que o oponente tinha e, por isso parecia rápido. Ele cobria imediatamente certas áreas do campo, antes que o seu adversário fizesse a pancada. É quase como um jogo de xadrez, em que antecipas uns lances à frente.

Mac tinha todos os tipos de pancadas (golpes). Ele entendia bem o jogo geometricamente e batia a bola na subida, quase sempre fora da zona de conforto, de modo a surpreender o opositor por antecipação. Se precisas de mais tempo para bater na bola, ou seja, não gostas de atacar a bola logo, então deves ser mais rápido sem ela. Tem que se reagir mais rápido quando se está sem ela. Não devemos esperar que a bola venha ter connosco, mas acelerar o movimento de pés. Acredito muito na duplicação, ou seja controlar o voo da bola de ténis, a sua direcção. Muitos batem a bola, mas não controlam a direcção. Isso faz a diferença. Não se preocupar tanto com a velocidade, mas com as áreas do quadrado, ou seja a consistência. as pessoas hoje em dia, estão muito preocupadas coma velocidade e as linhas. Estás batendo uma bola acima dos 200Km/k e queres acertar nas linhas? Isso é quase um acidente, uma casualidade.

Uma vez Borg disse : "Se acerto na linha, é porque errei a pancada, pois estava olhando para um metro dentro do quadrado." O que interessa é a área dentro do quadrado, para ser consistente. Borg corria e movia-se melhor de que qualquer um até hoje. E mentalmente, era muito forte. Com essa duas componentes, frieza mental e um par de pernas, ele destruía os adversários. Borg tinha outro nível do que Nadal. Nadal tem um corpo grande, Borg não. Era como uma gazela. Podia aguentar cinco ou seis horas sem problemas. Acho que Borg, Rod Laver, Mac, se tivessem começado na mesma época seriam campeões agora, porque muito tem a ver com a mentalidade.

Acredito que o jogo de ténis é antes de mais tirar tempo ao seu adversário, capitalizar as bolas curtas, batê-las na subida e vir para a frente. O jogo tem duas dinâmicas : defesa e ataque. E deves reconhecer que estás em determinado momento na defesa, mas logo que puderes, tens que fazer a transição para o ataque. Isto é muito importante. Os jogadores que conseguem fazer isso, são os melhores jogadores, o que eu chamo de multi dimensionais. Gosto de jogadores que sabem jogar em todo o rectângulo, não se limitando apenas a um pedaço dele, ou de um lado, batendo forehands. Isso é muito limitativo.

Um tenista se for muito ofensivo pode durar menos tempo jogando ténis. Isso não acontece quando se é muito defensivo. Porque o jogador ofensivo, movimenta-se muito, para terminar os pontos rapidamente e isso causa um grande desgaste. Quando se começa a perder velocidade, necessitamos algo em que nos devemos apoiar. Pode ser um grande serviço, por exemplo. Jogadores como Mats Wilander ou Borg aposentaram-se cedo porque não tinham nada em que se apoiar, quando perderam velocidade.

Quando bates uma bola na subida, tiras muito tempo a um jogador como Nadal, que joga seis ou sete metros atrás da linha final. Isso é muito corajoso e acho que Federer podia fazer isso mais vezes, quando joga contra Nadal. Tem que se arriscar, não se vence Nadal jogando na defesa. Quando mais vezes eles baterem numa troca, melhores eles são. Tem que os tirar da base, com golpes curtos, e não estar a trocar bolas com ele.

Treinar exige muita abnegação. Não podes ser treinador e ser egoísta. Trata-se de fazer entender os tenistas do que eles têm de executar. Uma coisa é executar no treino, outra é transportá-la para o jogo. A dinâmica do jogo aprende-se pelos treinos e depois nos jogos. Muitos dizem : " Poderia e deveria ter feito isso." Mas não trabalharam nisso.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Transferências


Sempre expliquei aos meus filhos, que um bem vale exactamente aquilo que os compradores estiverem dispostos a pagar, e não aquilo que nós pensamos que pode valer. A corrida ao mercado dos jogadores de futebol vai começar. Durante a época, os clubes compradores observaram os artistas e agora chegou a hora da verdade. Principalmente, antes de começar o Campeonato do Mundo, dentro de 98 dias, porque o nosso desejo pode valorizar-se e chegar a preços proibitivos. E em segundo lugar porque o ano fiscal dos clubes de futebol termina a 30 de Junho. Hoje vamos apreciar a montra do Sporting Clube de Portugal que sem dúvida em termos de produtos nacionais é a mais bem recheada.

Miguel Veloso, 23 anos, médio e jogador polivalente, contrato até 2013 e com uma cláusula de rescisão de 25 milhões de euros, está a ser desejado pelo Manchester United e pela Juventus. Yannick Djaló, 23 anos, avançado, contrato até 2013 e com cláusula de rescisão de 20 milhões de euros, está a ser desejado por Liverpool, Everton e Estugarda. Daniel Carriço, 20 anos, defesa, contrato até 2013 e com cláusula de rescisão de 20 milhões de euros, está a ser desejado por Chelsea, Real Madrid e Fiorentina. João Moutinho, 23 anos, médio atacante e jogador polivalente, contrato até 2014 e com cláusula de rescisão de 20 milhões de euros, está a ser desejado pela Juventus e Zenit de S. Petesburgo. Marat Izmailov, 27 anos, avançado, contrato até 2013 e cláusula de rescisão de 7 milhões de euros, está a ser desejado pelo Lokomotiv de Moscovo.

Outros jogadores como Rui Patrício, Pereirinha ou Adrien Silva estão no mercado também.

terça-feira, 2 de março de 2010

Tiago Pires, o nosso herói


Depois de ter batido os norte americanos Bobby Martinez e Tanner Gudauskas, na primeira ronda, Tiago Pires, 24º do ranking mundial de 2009, vai encontrar o sul africano Jordi Smith, 11º no último circuito, na 3ª eliminatória da Quiksilver Pro Gold Coast, na Austrália, primeira etapa do Circuito Mundial ASP.
Nota : Notícia posterior a este post refere que Tiago Pires foi eliminado por Jordi Smith, mas Tiago resolveu doar o prémio de US$ 6,500 (cerca de 4.600 euros), às vitimas do temporal da Madeira.

Merchandising numa equipa perfeita


OK, OK. Podem ganhar. Rendo-me.

A importância da raquete


Mais importante do que saber qual o modelo ou o design da raquete de ténis, importa transformá-la bem, cuidar e prepará-la para se identificar com as nossas potencialidades, o nosso estilo, a nossa técnica e principalmente senti-la na hora de bater as bolas. As novas raquetes tem peso próximo das 380 g e têm um balanço de 30.8, o que quer dizer que não têm peso na cabeça mas sim no cabo. A grande maioria das raquetes quando chegam às mãos de um tenista amador, chega com 290, 300 g e muitas delas com peso na cabeça. Os três modelos da Babolat, por exemplo têm cerca de 300 g. Então, começa uma série de tentativas para adaptação da raquete ao nosso tipo de jogo e força.

Devemos ter um encordoador fixo, em quem confiamos e ouvir atentamente os seus conselhos. Eles possuem máquinas que determinam o peso e balanço das raquetes. Podem colocar peso em chumbo no cabo, se o braço aguentar jogar, mas convêm dizer que tudo varia em função de cada tenista, raquete, objectivo e peso, e mesmo o local onde colocar as 30 ou 40 gramas em chumbo varia muito. Tudo isto pode parecer pretensioso, mas não há nenhum jogador que jogue com raquetas standard. Todos os jogadores devem ter uma à sua maneira. Todos de um modo ou de outro turbinam a sua raquete. Colocam mais peso na cabeça para a bola ter mais efeito ou girar mais, ou como alguns, mais peso no cabo para aumentar a aceleração da pancada e a potência.

Observa-se muitas vezes as pessoas a jogar ténis com raquetes totalmente erradas e com pesos que não têm nada a ver com o seu nível e objectivos. A mesma raquete com cordas diferentes e pesos diferentes pode mudar totalmente o nível de jogo e principalmente evitar as lesões. Muitas lesões são contraídas por desproporcionalidade entre as características do jogador e a sua ferramenta, a raquete. Invista neste assunto. Informe-se. Vale a pena entender e aprender.
Consulte http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/instrucao/equipamento/equipamento_022.htm e veja um excelente artigo sobre as novidades das novas linhas de raquetes. Ou consulte este site http://blogdagirafa.blog.uol.com.br/arch2010-02-28_2010-03-06.html#2010_03-02_20_44_06-128660436-0 que é muito interessante.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A censura e a queda


Escrever sobre as novas formas de censura é um desafio aliciante. Mas não se vê por aí alguém que escreva sobre isso. Portanto, como não sou ingénuo, também não escreverei sobre isso. Isso, pronome demonstrativo, que significa essa coisa, esse objecto.

Portanto, vamos começar o post de novo. Então peço-lhe que veja http://aeiou.expressoemprego.pt/Artigo.aspx?ArtigoId=2185 . Um texto extraordinário. Perturbante. Todos os anos entram 1400 novos jornalistas no mercado da comunicação. Já não estou preocupado com os shreks do jornalismo desportivo. Como canibais irão devorar-se uns aos outros. E o que é que isto tem a ver com a censura? Manda quem pode e obedece quem deve. As linhas editoriais ideológicas vão entrar em vigor, de forma total. Voltarei ao assunto.

Profissão : Tenista


É possível ganhar dinheiro jogando ténis? Engenharia? Medicina? Direito? Não, eu vou ser um tenista profissional. Por volta dos dezassete anos, no momento em que a maioria dos jovens tenta encontrar vaga nas universidades, alguns arriscam uma carreira menos tradicional. O sonho é encarar o ténis como profissão, tentar ganhar dólares, glória, prestígio e títulos. Mas também pode significar uma vida de privações, dificuldades financeiras, distância da família e perda dos melhores anos da adolescência.

Nas carreiras tradicionais, existe o secundário para escolha e selecção dos melhores alunos e depois a universidade. O mercado de trabalho será a outra selecção. Para os tenistas, o funil vai ficando cada vez mais estreito, enquanto se luta pelos pontos nos torneios, os prémios e outras regalias. O sonho de estar entre os primeiros, nos melhores campeonatos, estão no coração e na cabeça de todos. E então, surge a primeira pergunta, dúvida e inquietação : é possível ganhar a vida, jogando ténis? É possível, mas não é fácil, e só depois de passar os primeiros Futures. Juntar dinheiro, jogando nos melhores Futures é tarefa muito complicada e mesmo nos Challengers, segundo patamar para chegar aos grandes torneios, é também tarefa muito complicada.

A partir da chegada aos ATP existe o consenso geral de que é possível começar a ganhar dinheiro suficiente para amealhar. O argentino Martin Vassallo Arguello, por exemplo, é profissional desde 1999 e nunca venceu um torneio de singulares a nível de ATP. Em 10 anos de carreira, passou metade do tempo em Top 200, e só em 2006 entrou no Top 120 e apesar de ter entrado pela primeira vez no Top 50, este ano, já ganhou mais de um milhão de dólares somente em prémios.

Há mais de quatro mil jogadores tentando ganhar dinheiro no circuito, mas apenas cerca de 120 o conseguem. É muito difícil, mas muito motivador, porque depende de cada um, da sua força de vontade e de carácter. É um desporto que traz satisfação, alegria, dinheiro, conhecimento de novos lugares e culturas.

Antes de alcançar o alto nível profissional, os candidatos passam muitas etapas, em que a selecção fica cada vez mais restrita. Se não se tem nenhum patrocínio é quase impossível. Até mudar a estrutura de pensamento dos principais e potenciais patrocinadores, vai ser difícil e muito duro, pois as despesas são muito maiores do que normalmente as pessoas podem imaginar. Obter um bom patrocínio é pois fundamental para poder sobreviver nos primeiros tempos. Jogar Futures no próprio país parece ser mais acertado de início, onde os gastos são menores, mas jogar fora do país é sempre ter prejuízo com viagens, alimentação, hotéis, inscrições, extras, etc., mas a contra partida será que o dinheiro que se ganha, será para ser investido em nós próprios. O dinheiro ganho serve para ser investido com o próprio, para viajar melhor, comer melhor e descansar melhor.

É uma primeira abordagem a este tema, porque pensamos que é possível jogar ténis, ganhar algum dinheiro, apesar de muitas vezes não termos apoio e termos de fazer tudo sozinhos.