sábado, 17 de setembro de 2011

A Uefa encostada à parede pelo Sion

Tradução de um artigo de Alfredo Relaño na Marca

Na Suiça existe um senhor chamado Christian Constantin que embarcou numa guerra santa contra a Uefa. e atenção, porque não é uma pessoa qualquer. Trata-se de um reputado arquitecto, com vários projectos no seu país e fora dele, e além disso um homem do futebol. Foi guarda-redes do Neuchatel e agora é presidente do Sion e desde este posto desencandeia esta guerra. Em 2003 conseguiu, por via da justiça civil que a sua equipa fosse reposta na Segunda depois de ter descido à terceira por supostas irregularidades financeiras. Forçou a que com 9 jornadas jogadas, se alterasse o calendário e o Sion jogou 3 jogos por semana.
Agora está num pleito parecido : o Sion não está na Liga Europa por suposto alinhamento de seis jogadores de forma indevida frente ao Celtic. De novo a justiça lhe dá razão e a Uefa desobedece à sentença. E Constantin recorda que sendo assim a Suiça deve retirar à Uefa as isenções fiscais de que goza. A Uefa encontra-se num sério aperto porque o futebol só funciona por fora da justiça civil. Não é nenhum segredo. De outro modo, envolto em praticas e prazos do mundo exterior, não podia existir no modo actual. Já se sabe : O melhor é por vezes o contrário do bom.
Mas se alguém, com pontaria e talento para encontrar os pontos débeis ataca isto, compromete-a seriamente. Fê-lo Dupont com o caso Bosman, provocando uma revolução que trouxe um desiquilibrio maior a favor dos países ricos. Fê-lo o Charletoi com o caso dos internacionais e o caso salvou-se porque a Uefa conseguiu à última hora que aquele clube retirasse o processo. Este novo inimigo da Uefa parece-me o pior de todos, porque é tenaz, inteligente e estuda os pontos débeis por onde deve atacar. Poderá o futebol evitar este problema? Tenho dificuldade em adivinhar o final deste intrigante caso.

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