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sábado, 5 de novembro de 2011

Uefa propõe cessar fogo ao presidente do Sion. Constantin (Asterix) tem a faca e o queijo na mão

Constantin atravessou as portas da Uefa ontem às 13:30 horas e saiu 30 minutos mais tarde com um sorriso de orelha a orelha. Platini não apareceu. Enviou para dar a cara, o director para as competições Giorgio Marchetti, que foi quem se ajoelhou ante o suiço. Dizem que a cara dele era um autêntico poema.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Presidente do Sion vai pedir inabilitação para Platini e Blatter


A inabilitação traduz-se na incapacidade de uma pessoa reger o seu património. Acção e reacção. Constantin não dá ponto sem nó e já tem preparado o seu próximo movimento : pedir a inabilitação e interdição de Platini por imputação de desobediência. O presidente do Sion estudou os estatutos da Uefa, que contemplam este caso. Segundo ele, os presidentes arguidos em processos penais ( a queixa de Constantin a Platini é por via penal) devem abandonar o cargo enquanto não se resolve o pleito e já existe uma sentença condenatória de culpado. Os estatutos da Fifa rezam no mesmo sentido. Pelo que Blatter, numa segunda fase, também não está livre de perigo.
Nas próximas 48 horas espera-se a decisão do juiz Dominique Carlsson que deve ratificar ou revogar a readmissão do Sion na Liga Europa, direito que obteve de forma provisória numa primeira decisão datada de 13 de setembro. Platini, na sua condição de presidente da Uefa, não cimpriu com o mandato judicial. Foi citado pelo Procurador Geral da Suiça, Eric Cotier, no dia 19. Se Carlsson ratificar a favor do Sion, terá que acatar ou terá problemas graves na assembleia de juízes.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O prazo do juiz suiço à Uefa para readmitir o Sion termina hoje. Mas Platini foi à Ucrânia para visitar estádios

Estreita o cerco a Platini, que foi à Ucrânia visionar os estádios do Euro 2012 na mesma semana em que a Uefa têm três julgamentos consecutivos (hoje, amanhã e depois) por conta do caso Sion. O rally judicial começa hoje às 9 no Palácio do Hermitage, em Lausanne. O juiz Dominique Carlsson citou para esta manhã, ambas as partes, Sion e Uefa, para conferir se foi cumprido a sua sentença do passado dia 13 em que determina a readmissão do clube suiço na liga Europa. Platini, destemido, mandará os advogados. Mas isto é só o começo da queda de um tipo insolente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cada vez mais estreito o caminho para a Uefa passar. Sion reclama 6M€ como indemnização por ter sido impedido de disputar encontro da Liga Europa


Aperta o cerco judicial do Sion à Uefa. Christian Constantin conseguiu que os juízes convocassem para declarações o próprio Platini. Um feito sem precedentes na história da Uefa. Mas mais ainda : o tenaz presidente da pequena equipa suiça, que é conhecido por Asterix, pela guerra que está fazendo contra o império, pedirá uma indemnização bilionária por lucro cessante. Por agora reclamará apenas 6M€ por ter sido impedido de disputar o jogo com o Atlético de Madrid para a Liga Europa. E se a Uefa não atender rapidamente ao pedido do juiz suiço, entrará em ação um multiplicador económico por cada jogo que o Sion deixar de disputar. O prazo termina na próxima terça-feira, para a Uefa acatar todas as decisões do tribunal. O presidente do Sion abriu em menos de 10 dias várias vias de água no transatlântico do futebol europeu e ainda promete muitas novas emoções nos próximos dias.

sábado, 17 de setembro de 2011

A Uefa encostada à parede pelo Sion

Tradução de um artigo de Alfredo Relaño na Marca

Na Suiça existe um senhor chamado Christian Constantin que embarcou numa guerra santa contra a Uefa. e atenção, porque não é uma pessoa qualquer. Trata-se de um reputado arquitecto, com vários projectos no seu país e fora dele, e além disso um homem do futebol. Foi guarda-redes do Neuchatel e agora é presidente do Sion e desde este posto desencandeia esta guerra. Em 2003 conseguiu, por via da justiça civil que a sua equipa fosse reposta na Segunda depois de ter descido à terceira por supostas irregularidades financeiras. Forçou a que com 9 jornadas jogadas, se alterasse o calendário e o Sion jogou 3 jogos por semana.
Agora está num pleito parecido : o Sion não está na Liga Europa por suposto alinhamento de seis jogadores de forma indevida frente ao Celtic. De novo a justiça lhe dá razão e a Uefa desobedece à sentença. E Constantin recorda que sendo assim a Suiça deve retirar à Uefa as isenções fiscais de que goza. A Uefa encontra-se num sério aperto porque o futebol só funciona por fora da justiça civil. Não é nenhum segredo. De outro modo, envolto em praticas e prazos do mundo exterior, não podia existir no modo actual. Já se sabe : O melhor é por vezes o contrário do bom.
Mas se alguém, com pontaria e talento para encontrar os pontos débeis ataca isto, compromete-a seriamente. Fê-lo Dupont com o caso Bosman, provocando uma revolução que trouxe um desiquilibrio maior a favor dos países ricos. Fê-lo o Charletoi com o caso dos internacionais e o caso salvou-se porque a Uefa conseguiu à última hora que aquele clube retirasse o processo. Este novo inimigo da Uefa parece-me o pior de todos, porque é tenaz, inteligente e estuda os pontos débeis por onde deve atacar. Poderá o futebol evitar este problema? Tenho dificuldade em adivinhar o final deste intrigante caso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sion coloca Platini e Blatter em tribunal com ações pessoais indemnizatórias milionárias


Si yo fuera ellos (dijo en referencia a Platini y a Blatter), iría avisando a sus familias de que pronto les va a llegar una carta de pago, porque voy a exigir una fuerte indemnización por dejar al Sion fuera de Europa en contra de la decisión de los tribunales. Deben aprender que la UEFA y la FIFA no son como El Vaticano, estados dentro de un estado, sino que son entidades privadas sometidas al fuero y a los tribunales suizos porque aquí radican sus sedes y sus cuentas. Además, el presidente del Sion declaró que "la UEFA no está por encima de la ley, tiraré de la manta y no pararé hasta que cumplan la resolución judicial".
Nota do blog : As ações judiciais na Suiça decorrem com extrema velocidade e são rápidas. Em Portugal podem levar mais de 10 anos. Pequenas diferenças que fazem toda a diferença.