Mostrar mensagens com a etiqueta Expresso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Expresso. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de julho de 2010

Águas muito turvas


O jornal Expresso, em primeira página escreve como título - Jogadores queixam-se de Queiroz no avião de regresso. Depois, como segundo título pode ler-se - Pediram para não serem citados e criticaram a estratégia e as dificuldades de comunicação do selecionador nacional. Ainda um pequeno texto que remete para uma dupla página interior, no coração do jornal - A selecção deixou a África do Sul e sem glória e sem líder. Carlos Queiroz perdeu apoios entre os dirigentes e alguns jogadores não esconderam a desilusão com o treinador e a estratégia montada para o jogo com a Espanha. No avião de regresso a Lisboa, um dos selecionados admitiu que muitas vezes os jogadores não entendiam o que Queiroz queria dizer.

De manhã na SICN, Ricardo Costa ao analisar a edição do dia do Expresso referia que esta era uma visão de um jornalista menos comprometido e fora das zonas cinzentas desportivas. Penso como muitos, que há jornalistas que são como peixes dos pântanos, cegos portanto, e existem outros que são peixes de águas límpidas. Os segundos são comidos pelos primeiros, ou em última análise os segundos vão perdendo a visão gradualmente, até ficarem cegos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Jornalista português assaltado


Li a notícia do Record online sobre o repórter fotográfico António Simões de O Jogo que foi assaltado, conjuntamente com jornalistas do Expresso e Marca. O mais importante é que estou vivo. O material é o menos. Não há noção do que é ter uma arma apontada, disse. É importante compreender que estas situações são muito complicadas e têm que ser denunciadas. Quando li a notícia arrepiado não fiquei. Passou-me um flash muito rápido e revi as minhas quatro comissões em África, as armas apontadas, o meu irmão que tombou em combate na defesa da Pátria, os meus homens que trouxe para a Metrópole para os entregar às famílias. É das tais coisas que pensamos que só aos outros acontece. Toda a gente quer mudar de sítio. Ninguém quer ficar aqui hoje. Tenho uma filha em que pensei. Penso também nos emigrantes que têm sido mortos na África do Sul. Pensei que ia ser apenas mais "um". O pontapé na bola não é a coisa mais importante no mundo. A coisa mais importante no mundo é a liberdade, se possível com segurança.

Nota : Recebemos informação sobre esse presumível assalto e estamos à espera de informação policial. Não temos dados sobre o assunto. Não há nada que nos preocupe e tudo o que desejamos é que o torneio comece, declarou o director de comunicação da FIFA, Nicolas Maingot. Este presumível director, confirma aquilo que penso. Quando não nos toca, qualquer incidente é sempre de uma banalidade exasperante.