A crise não é para todos. O futebol passa ao lado das poupanças e dos cortes e os principais clubes têm as listas de jogadores disponíveis que os agentes de jogadores lançam às feras. Os jornais mandam palpites todos os dias, para vender. Há sites e blogs na net só com sugestões e poucas certezas. Uma foto, um texto curto, uns boatos, e todos copiar uns dos outros e a citarem-se mutuamente.
Uma coisa é certa. Porto, Benfica e Sporting coincidem na mesma fragilidade em suas equipas. O defesa central esquerdo. No Porto, Maicon e Otamendi não correspondem ao esperado, no Benfica, David Luiz desilude completamente e no Sporting, temos o Polga que só dá dores de cabeça.
De resto pequenos ajustes, porque o mercado de Janeiro só muito raramente deu bons frutos. Benfica procura um médio defensivo, Porto igual e Sporting um tipo alto para o ataque. Os adeptos vibram muito com as aquisições, os protestos param e concede-se amnistias aos treinadores. A gestão do descontentamento acontece em Janeiro. O presidente que deixa de ser burro e o treinador que deixa de ser besta. Um simples jogador pode mudar tudo. O povo desiludido concede novas oportunidades a todos. Sempre assim foi e sempre assim será. Em Portugal, sempre foi preciso chegar a velho para se perceber alguma coisa disto. Uma quota de dez euros dá direito a tudo, bem como a dispensa de pagamento de quotas apresentado junto dos serviços do clube e dirigido à direcção.

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