quarta-feira, 9 de junho de 2010

Porque o esquecimento é ingratidão

Porque o esquecimento é ingratidão. Porque tenho memória. Os homens são mortais, mas os seus feitos não o são. Obrigado Ricardo e Jorge Perestrelo !

Preparando o futuro


Quem boa cama fará, nela se deitará. A foto mostra a vénia do presidente do SLB ao presidente da comissão de arbitragem da Liga aquando da tomada de posse do presidente da Liga. Para presidente da CD da Liga foi nomeado o juiz jubilado Herculano Lima, que vem do CJ da FPF. Só presidentes, portanto. O SLB fica com os árbitros e o FCP com a disciplina. Prepara-se portanto o futuro. Qual o papel dos outros clubes? Papel de embrulho. Futebol sem regabofe não tem a mínima piada.

Jornalista português assaltado


Li a notícia do Record online sobre o repórter fotográfico António Simões de O Jogo que foi assaltado, conjuntamente com jornalistas do Expresso e Marca. O mais importante é que estou vivo. O material é o menos. Não há noção do que é ter uma arma apontada, disse. É importante compreender que estas situações são muito complicadas e têm que ser denunciadas. Quando li a notícia arrepiado não fiquei. Passou-me um flash muito rápido e revi as minhas quatro comissões em África, as armas apontadas, o meu irmão que tombou em combate na defesa da Pátria, os meus homens que trouxe para a Metrópole para os entregar às famílias. É das tais coisas que pensamos que só aos outros acontece. Toda a gente quer mudar de sítio. Ninguém quer ficar aqui hoje. Tenho uma filha em que pensei. Penso também nos emigrantes que têm sido mortos na África do Sul. Pensei que ia ser apenas mais "um". O pontapé na bola não é a coisa mais importante no mundo. A coisa mais importante no mundo é a liberdade, se possível com segurança.

Nota : Recebemos informação sobre esse presumível assalto e estamos à espera de informação policial. Não temos dados sobre o assunto. Não há nada que nos preocupe e tudo o que desejamos é que o torneio comece, declarou o director de comunicação da FIFA, Nicolas Maingot. Este presumível director, confirma aquilo que penso. Quando não nos toca, qualquer incidente é sempre de uma banalidade exasperante.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Maradona, Bilardo e Palermo


Um elefante pode casar com uma doninha? Pode. Mas estou-me nas tintas. O ex-seleccionador da Argentina, Carlos Bilardo, afirmou num programa de rádio que faria sexo com o possível autor do golo que desse o título para a Argentina no Campeonato do mundo. Estou-me nas tintas. Umas semanas atrás, Diego Maradona afirmou que iria nú até ao obelisco no centro de Buenos Aires. Estou-me nas tintas. Martin Palermo, o avançado do Boca Juniors e da selecção, disse que se for ele o autor do golo do título pediria a Bilardo para usar peruca. Estou-me nas tintas.

Acho que a Argentina, mesmo com o Messi e o Di Maria não tem hipóteses. E acho mais coisas, claro, mas é melhor ficar por aqui. Lol.

Há sempre alguém que resiste

Há sempre alguém que resiste. Há sempre alguém que diz não. Depois da recente visita do presidente Lula a Portugal as coisas agravaram-se. No maior semanário português, houve uma reunião de jornalistas com a finalidade de procedimentos tendentes a cumprir religiosamente o novo acordo ortográfico. Desta reunião tive conhecimento, mas imagino que nos outros jornais e nos online foi a mesma coisa. Pela amostra no Record online, foi igual. Rabinho entre as pernas e a cumprir. Frases como surpreendidos com a receção, ciência exata, em direto ou atingir o teto, espalhadas por toda a parte, apoiando uma escrita de fraca qualidade desportiva.
Admiro os espanhois. Na língua espanhola ninguém toca. E são muitos mais países a falar a língua de nuestros hermanos. Mas por cá, tudo bem. Até há um periodo de carência, para o pessoal se habituar. Mas alguns prosadores não perdem tempo, e na imprensa desportiva, que é de vanguarda, vamos ao uso e abuso. Verdade seja dita, que se estivesse pendente do ordenado ao fim do mês, pelo que escrevesse, era capaz de fazer o mesmo. E daí não sei. Como diz o poeta, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não.

O maior clube do mundo


Tem sido difícil arranjar material para escrever. Alguns dos melhores contadores de anedotas estão de atenções centradas nas transferências da época, os shreks abrandaram subitamente os ataques porque o campeonato acabou ou então põem os estagiários na procura de vídeos para poderem encher espaços com trivialidades. Afinal, a mesma coisa que eu faço, porque trabalhar é uma chatice.

De uma entrevista ao jornal espanhol Marca, diário oficial do Real Madrid, transcrevo algumas afirmações do presidente Florentino Perez. A história do Real Madrid demonstrou que a concretização de contratações de jogadores muito importantes, acabaram por ser baratas, porque deram-nos a dimensão mundial que hoje desfrutamos. Kaká veio para o Real Madrid sendo Bola de Ouro e FIFA World Player, portanto é um valor consagrado. Messi é o melhor do mundo depois de Cristiano Ronaldo e não seria bom ter os dois ao mesmo tempo, porque deve haver concorrência. Não temos ainda a decisão tomada, mas o que posso dizer é que a contratação de dois novos jogadores será a dos melhores do mundo nos suas posições. O jogo do Real Madrid é ganhar dando espectáculo. Temos um magnífico plantel e agora o melhor treinador do mundo. Portanto as nossas metas são as máximas. Faremos um concurso internacional para cobrir a fachada e fechar o tecto do Bernabéu, investiu-se 200 milhões no estádio e vão-se investir outros tantos. Em Valdebebas temos 120 hectares e havia espaço mais que suficiente para construir um grande estádio mas o Bernabéu é o nosso templo, está no coração de Madrid, sendo a imagem do madrilismo no mundo.

Por cá, dizem que em Portugal existe o maior clube do mundo, mas eu acredito que o maior clube do mundo está na China e dentro de alguns anos vamos conhecer o nome, porque neste momento encontram-se numa fase de expansão por toda a parte, dia após dia, com paciência de chinês.

domingo, 6 de junho de 2010

Roland Garros


O court central de Roland Garros - Philippe Chatrier - tem uma lotação máxima de 15.166 espectadores (click na foto). Ontem, na final feminina que opôs a italiana Francesca Schiavone à australiana Samantha Stosur estava lotado. Provavelmente se a capacidade de albergar mais pessoas fosse maior, estaria também cheio. Comparando com o Estoril Open, estamos a falar de realidades diferentes. Pessoas que gostam de ténis ao ponto de percorrerem longas distâncias para verem um jogo. As diferenças entre os dois tipos de pessoas são várias, desde logo os franceses pagam para ver ténis, entendem de ténis e são cultos e educados. Em Portugal, o maior número possível de pessoas à borla, como ninguém vê ténis durante o ano, também não percebem de ténis, e de cultura e educação, só dá para ver em redor. Acrescentem a estas características a clubite, a cegueira ao ponto de chegarem a aplaudir uma estrangeira para prejudicar uma portuguesa. Eu vi. Fui ao Estoril Open, mas fiz questão em pagar o meu bilhete.
No decorrer de um dos melhores torneios disputados em Portugal que terminou ontem, se excluírem os jogadores, familiares, treinadores e árbitros, o que resta? Quase nada. Ah! Porque gosto de dizer a verdade, esteve lá todos os dias um jornalista do Record e a ver ténis. Da velha guarda.